Capítulo 1: Huntail

Prólogo

Capítulo 2 – Serena

Não sabia onde me encontrava, nem sequer sabia se eu estava morto ou vivo. Estava num lugar escuro, era impossível determinar o tamanho deste sítio. Uma luz brilhou e um Pokémon apareceu, era Arceus, foi então que reparei que eu estava a flutuar.

Achei que eram demasiadas coincidências para ser mentira, eu estava morto.

Antes que tivesse a oportunidade de perguntar se o meu pensamento estaria correto, Arceus apressou-Se a falar:
-O meu nome é Arceus, acredito que tu me conheces como teu Deus. Tu não estás morto, apenas encontras-te em estado de coma.

Fiquei mais calmo assim que ouvi estas palavras, nunca me iria perdoar se abandonasse a minha mãe sem me despedir dela.
-Neste momento, tu estás numa ilha muito grande. Está escrito no teu destino que irás fazer coisas muito importantes e irás salvar o mundo. Vais ter de encontrar muitos obstáculos no teu caminho, mas nunca penses em desistir! – Disse Arceus

Assim que Arceus começou a falar sobre o destino pensei que estava a alucinar e limitei-me a abanar a cabeça para parecer que estava a ouvir o que Ele estava a dizer:
-Eu sei que nada do que eu estou a dizer parece fazer sentido, mas tens de confiar em mim, algo muito importante para ti foi rou…

De repente, Arceus desapareceu e tudo voltou a ficar escuro.

Algum tempo depois, abri os olhos, era de noite, olhei para o meu relógio, tinha ficado em coma durante a tarde inteira.

Lembrei-me das últimas palavras que Arceus me disse: “algo muito importante para ti foi rou…”. Instintivamente, fui à procura das minhas Pokébolas, não fiquei muito surpreendido por perceber que alguém me tinha roubado Torchic, mas por alguns momentos, a frustração venceu-me.

Pensei que talvez a Pokébola de Torchic tivesse sido levada pelo remoinho no mar, mas era impossível, visto que Wailmer estava mais desprotegido e a sua Pokébola estava comigo, para além disso, seria uma coincidência muito grande depois do que Arceus disse.

Estava deitado, mas era possível reparar que me situava numa pequena ilha. De repente, uma horde de Wynaunt apareceu.


#360: Wynaut
Ataques: ???
Géneros: Masculino

Não queria ter de combater com nenhum Pokémon no momento, então atirei uma pedra para um deles, apenas o Wynaut, que recebeu com a pedra não fugiu.

Necessitava de um Pokémon novo, por isso, decidi capturá-lo. Não foi necessário usar Wailmer, assim que lancei a Pokébola, Wynaunt foi capturado.

Para saber quais eram os ataques de Wynaut, usei o Pokédex que roubei de Professor Birch. Wynaut sabia apenas o movimento Charm e Splash, por isso, não era um Pokémon útil.

Ouvi um riso longínquo, não me importei muito, mas depois percebi que era Huntail, as minhas pernas movimentaram-se sozinhas, o nevoeiro intensificou-se à medida que eu avançava.

A névoa estava tão grande que não reparei que um penhasco estava à minha frente e caí na água. Pensei em voltar para a ilha, mas já era tarde demais, uma onda estava prestes a chegar nessa direcção, por isso, tive de nadar no sentido contrário, em direcção a tudo o que desconhecia.

Ao longe, a ilha parecia não existir, devido ao nevoeiro que a ocultava.

Mirage_Island_cap1

Quando estava quase a desistir, consegui avistar outra ilha, muito maior do que a primeira. Pensei que devia ser a pessoa mais sortuda do mundo, mas depois reparei que a onda me ia conseguir atingir antes de chegar à ilha. Iria ter uma morte completamente idiota.
-Dewott, usa Surf! – Exclamou uma voz distante.

Rapidamente, um Dewott apareceu e salvou-me da onda. Agora que sabia que escapei à morte novamente, voltei a desmaiar.

Caesar_Surf_cap1

Abri os olhos, estava deitado em uma cama, tinha um pijama azul. Tudo poderia indicar que era uma manhã perfeitamente normal, mas aquele não era o meu quarto, nem o meu pijama.

Naquele quarto existia uma quantidade exagerada de livros e de almofadas, tinha uma televisão enorme e uma consola Wii U, era possível reparar que o quarto tinha um tapete laranja.

Decidi que o melhor seria procurar por alguém, por isso levantei-me da cama. Sem querer, pisei os jogos “The Legend of Cynthia” e “Super Alder”.

quarto_cap1

Assim que abri a porta daquele quarto, entrei na sala, por isso, presumi que a casa fosse muito pequena.

Não encontrei ninguém na sala, por isso, procurei na outra porta que não me levava ao quarto.

Quando abri, um clarão de luz apareceu e conseguia ouvir alguma coisa a fritar, estava numa cozinha. Finalmente, encontrei um rapaz. Tinha a pele muito bronzeada, porque a sua cara tinha um tom de pele negro e os pés tinham um tom de pele branco, os seus cabelos e os seus olhos eram azuis. Usava umas calças de banho azuis e possuía uns óculos de banho.

marlon_cap1

Assim que reparou na minha presença, apressou-se a falar:
-Olá! O meu nome é Marlon, fui eu que te salvei daquela onda. Estou a cozinhar bacon, espero que gostes.
-Muito obrigado. – Disse eu, com alguma preocupação – Onde estou? Que horas são? Existe alguma maneira de contactar a minha mãe? Onde está o meu Torchic? Vives com mais alguém? Quantos anos tens?
-É impossível responder-te a tantas perguntas de uma só vez, não te preocupes, em breve irei fazer-te uma visita guiada, por enquanto, come o teu pequeno-almoço. – Respondeu Marlon.

Senti-me demasiado quente, pensei que poderia estar com febre, só depois reparei que Marlon teve o cuidado de vestir o meu pijama por cima das minhas roupas, para eu não me sentir constrangido.

Ele colocou o pequeno-almoço na mesa, estava com tanta fome que devorei a comida em menos de dois minutos.

Assim que eu terminei, Marlon disse:
-Tenho 18 anos, vivo sozinho, não conheço nenhum Torchic. Estiveste desmaiado apenas uma noite, são 09:23 da manhã.
-Obrigado! Mas ainda não me respondeste às duas perguntas mais importantes… – Disse eu.

-Bem, tu estás na verdadeira Mirage Island. – Respondeu Marlon.

-Verdadeira? Como assim? – Perguntei.

– Existem várias réplicas pequenas desta localização espalhadas por todo o mundo, mas são apenas ilusões ou miragens desta ilha, eu sei que parece muito estranho o que estou a dizer mas tu tens de acreditar em mim.

Comecei a pensar que ele era louco, por isso disse:
-Adeus, obrigado pela refeição, tenho de encontrar Torchic.
-Espera, Henri! – Gritou ele.

Fiquei imobilizado, era impossível ele saber o meu nome, eu não lhe tinha contado. Imediatamente, saí daquela casa e comecei a correr.

Aquela localização era muito bonita, havia imensas casas alinhadas de tom branco, existiam alguns cafés e era possível notar alguma inquietação entre as pessoas que passavam por mim.

Uma hora depois, parei de correr, Marlon já tinha parado de me seguir há vinte minutos. Ainda continuava na mesma cidade, estava agora num beco estreito e escuro.

Ouvi o som do meu Torchic. Rapidamente, corri novamente para o encontra, enquanto procurava por ele, quase fui atropelado por uma carrinha com a matrícula “00-GE-16”.

Depois de 10 horas, acabei por desistir de procurar por Torchic. Sentei-me num banco, quando estava prestes a adormecer, Marlon apareceu.

-Afasta-te de mim! – Disse eu.

Marlon pareceu ter ficado irritado com a minha afirmação e respondeu:
– Ouve, podes ficar aqui se quiser, mas se eu te quisesse matar já o teria feito quando estavas desmaiado. Esta ilha esconde imensos segredos, mas se eu te contar todos agora, tu vai morrer de susto, preciso que venhas até a minha casa imediatamente. Acredita, não queres ficar aqui a partir das 20:00 horas.

Não sei porquê, mas obedeci ao que ele me disse. Ficámos muito cansados, mas conseguimos chegar dois minutos antes das 20:00 horas.

– O que se passa? – Perguntei quando reparei na janela que toda a cidade estava a apagar as luzes das suas casas.

– A verdade é que todos os dias, a partir das 20:00 horas, vários Pokémon similares a Garchomp aparecem e são capazes de matar qualquer pessoa com vida, por isso, toda a cidade finge que está morta. – Disse Marlon com uma expressão sombria.

Fiquei aterrorizado, não conseguia formular a minha frase completa:
-J-Já alguém… m-morreu?
-Sim, 34 pessoas. – Respondeu Marlon.

De repente, um rugido enorme era possível ser ouvido por toda a cidade. Senti um arrepio a passar no meu corpo. Ouvi uma criança a gritar.
-Uma criança vai morrer lá fora! – Exclamei eu.

Marlon ignorou-me totalmente.
-Como podem ser tão cobardes? Uma criança está a morrer e ninguém faz nada? – Perguntei.

Marlon olhou para o chão e não me respondeu.

Um grito de uma adolescente ouviu-se.
-Serena! – Gritei.

Marlon olhou para mim como se fosse louco, a verdade é que nem eu sabia o que disse, mas sabia que tinha que salvar a rapariga.
-O que é que tu disseste? – Perguntou ele, o seu olhar transformou-se em medo.
-Eu tenho de salvar aquelas pessoas! – Respondi.
-Não! Tu vais morrer! – Gritou Marlon.

Sem dizer nada, saí da casa dele e comecei a correr à procura da rapariga, mas foi então que uma espada quase me dividia em dois. Foi então que eu reparei de onde vinha aquela lâmina. Aquela espada era apenas um braço do Pokémon que eu tinha de enfrentar. O Pokémon tinha dois braços similares a lâminas, a sua cabeça era muito semelhante a Garchomp e o resto do corpo também, mas era possível reparar em alguns espinhos brancos e vermelhos no corpo. Estas pequenas diferenças faziam ele parecer um monstro.


#???: ???
Ataques: ???
Gênero:???

-Vai, Wailmer! – Disse eu, enquanto lançava a Pokébola.

Wailmer apareceu, tão assustado como eu.


#320: Wailmer
Ataques: Brine, Water Gun, Growl
Gênero: Masculino

Wailmer_Brine

– Usa Brine, contra… aquela coisa! – Disse eu, um pouco desiludido por não conseguir arranjar um nome para aquele Pokémon.

Duvido que aquele ataque tenha feito algum dano ao Pokémon misterioso, porque com um pontapé ele derrotou o Wailmer. Percebi que não tinha chance de vencer aquele combate. Foi então que mais 10 Pokémon igual aquele apareceram e eu fiquei cercado.

Não conseguia vencer um único Pokémon, era impossível vencer dez Pokémon como ele. Achei que a minha terceira tentativa de suicídio seria um sucesso.

Continua…

Nota do Escritor:
Bom pessoal! Foi tudo por este capítulo, espero que tenha conseguido fazer-vos terem curiosidade de saber o que vai acontecer no próximo capítulo. Eu sei que muitas coisas parecem não fazer sentido agora, mas garanto que no final tudo irá ter uma explicação e não pensem que eu errei ou coloquei alguma coisa desnecessária, por exemplo, até a matrícula do carro será algo importante. Decidi incluir a partir de agora as curiosidades de cada capítulo, porque existem algumas coisas que se eu colocasse na história iriam perder o seu sentido, por isso, decidi fazer isso separado da história. Peço desculpa por este capítulo parecer um pouco lento, mas se eu colocar já toda história, seria muita informação para colocar num só capítulo e iria parecer muito acelerado. Para compensar a ausência de Pokémon no Prólogo e no Capítulo 1, no Capítulo 2 irão existir muitos combates. O próximo capítulo vai-se chamar: “Serena”.

Curiosidades deste Capítulo:
-Henri roubou o Pokédex de Professor Birch, para lhe ajudar na sua busca pelo seu irmão e porque deixou de gostar de Birch a partir do momento em que ele lhe deu um Torchic (Pokémon: Tipo Fogo) para derrotar Pokémon aquáticos.

-Pode não fazer sentido Henry não ter usado Wailmer para se defender da onda, mas Surf é um ataque que apenas pode ser aprendido por HM e Henri não possui nenhum crachá.

Prólogo

Capítulo 2 – Serena

6 thoughts on “Capítulo 1: Huntail

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *